
Sinto falta deste olhar que um dia também foi meu, admirando a simplicidade do que está ao meu alcance. Sinto falta de contentar-me com as coisas simples da vida, e encontrar sentido nelas. Não precisar do extraordinário para satisfazer-me.
Em qual direção está o seu olhar? Passar a vida sempre olhando para o topo, buscando as maiores conquistas? Lembre-se que estas às vezes são inatingíveis.
É a busca incessante pelo melhor emprego, aquele que será invejado por todos à sua volta. O salário mais alto que puder conseguir, pois então terá condições de manter o padrão de vida que tanto sonhou.
Mas e o simples sorriso do seu filho te recebendo em casa? E o jantar em casa com a família reunida ao redor da mesa, ansiosos pela sobremesa. Ou o passeio de mãos dadas com sua amada numa tarde de domingo?
Você estipulou suas metas e objetivos de vida para serem atingidos, definiu parâmetros, submeteu-se aos padrões que a sociedade te impõe. E a partir daí, sua alegria, sua paz e aquela sensação de contentamento estará diretamente relacionado à estas conquistas. Sem elas, não há felicidade.
Mas e quantas vezes têm se esquecido de olhar para o lado e valorizar aquilo que já conquistou, valorizar aqueles que te conquistaram. Esquecendo de amar as coisas simples da vida, e deixando de encontrar sentido nelas.
Alguns de nós encontram felicidade nas pedrinhas do caminho, não precisam chegar ao imponente monumento. Estes são conhecidos por: Felizes
Certa vez ouvi o Ed René dizer que: “A felicidade é muito mais um jeito como se vai, do que um lugar onde se chega”. Faz todo sentido, se não fosse assim como poderia haver tão bela alegria no samba tocado no pé da favela do nosso país.
Desta forma não importa mais se um dia chegará a ter aquela casa na encosta de Ilha Bela, com a magnífica vista para o mar. Mas sim, o quanto está satisfeito com o que possui hoje.
Nem todos precisam do monumento para admirar, nem todos buscam apenas o extraordinário na vida, alguns realmente conseguem satisfazer-se com o ordinário, e encontrar sentido nisto, encontrar alegria na simplicidade das coisas.
O que estou dizendo é: Prefira as coisas simples da vida, elas são cheias de graça e alegria. Fuja dos extremos, não queira sempre alcançar o ponto mais alto na vida. Alegre-se pelo que encontra no caminho, tenha seus olhos no objetivo a ser alcançado, mas não deixe de perceber as pessoas e experiências do caminho.
Do alto de seu 1 ano e meio, meu priminho, diante da bela “Floralis Genérica”, encontrou sentido nas pedrinhas do caminho. Elas eram o suficiente para ele, que não precisava de mais nada.
Pobre da imponente flor, que nem por um minuto conseguiu chamar a atenção do sábio “moleque safado”. Simples assim.
PassarelliDaniel
Acima de tudo, que aquilo que nos basta seja nossa maior alegria.
Ótimo ano nove pra você, cara.
Abraçãoz
concordo em absolutamente tudo.
estava conversando sobre isso com meu pai e com a minha madrasta essa semana: cabe a nós fazer da nossa vida mais feliz diariamente ou não, valorizando tudo o que nos foi presenteado.
é aí que mora a chave pra felicidade: gratidão e valorização.
beijão, feliz 2009.
Acho que eu estava precisando ler isso hoje!
A capacidade de admirar-se das coisas também deveria ser protegida pelo Green Peace… hehehe
Obrigada, Dani!
Oh… estava na relação de leitura atrasada.. mas consegui ler!!
penso muiiiita coisa a respeito disso…
coisas simples… simples coisas… humanos complicados… hehe
obrigadinha pelas boas vindas ao universo blogueiro… depois a gente troca umas figurinhas.. espaço no mundo, prioridades, coisas simples…
beijo
Daniel,
Sugeri a leitura do seu texto lá no Blog do Bergamo.
Simples e essencial…obrigatório.
Abraços,
Bergamo