Uma nação destinada a ser a matriz na nova ordem globalizada, com uma moeda referencial no mercado financeiro e prioridade absoluta na estratégia da ONU.
Uma nação reconhecida pelo mundo inteiro como potência militar, torna-se sua principal vítima testemunhando a morte de 4.000 de seus filhos americanos na guerra do Iraque, guerra esta que não é deles, mas sim fruto de um governo arrogante que tomou para si a responsabilidade de punir e corrigir as demais nações, incorporando a missão de acabar com a tirania do mundo. Custando para os cofres americanos 12 bilhões de dólares mensais.
Um país reconhecido como líder na economia mundial, ditando regras e tendências para o resto do mundo, hoje sofre uma recessão causada pela crise econômica interna, gerando desempregos, queda de rendimento dos americanos e mercado imobiliário restritivo. Tudo isso trazendo à memória do povo americano a Grande Depressão vivida nos anos 30.
O mundo passou a conhecer o imperialismo americano, regido pelo governo Bush.
De repente, um povo que há menos de 60 anos vivia sob uma segregação racial, onde até os bebedores estavam separados para negros e brancos, decreta o fim da era Bush e elege o primeiro presidente negro na história dos Estados Unidos. Vitória esta que dá sentido à luta de Martin Luther King contra o racismo, principalmente sabendo que Obama foi eleito também com total apoio do eleitorado branco.
O país multiracial, o país das possibilidades, das oportunidades, onde os sonhos se tornam realidade e que não esquecerá jamais das milhares de mortes do 11 de Setembro, não esqueçerá jamais dos seus filhos mortos na guerra, decide hoje entregar seu país na mão de um homem chamado Obama, decide que quer mudar, decide que deseja voltar a ser uma nação, e grita alto, para que o mundo ouça: Sim, nós podemos!
O povo americano está entregando nas mãos de Barack Obama, não apenas a responsabilidade e o poder de corrigir os erros do governo anterior, missão esta que apenas Franklin Roosevelt foi capaz de exercer, vencendo a recessão de 30 e passando por uma Guerra Mundial. Entrega não apenas a missão de defender a Constituição e os interesses dos Estados Unidos.
O americano entrega nas mãos de Obama também os sonhos e ideais de um povo renovado pelas lições aprendidas no passado, que traz consigo as cicatrizes, esperando deste governo O Renovar de uma nação. A América espera que “O Presidente de Todos”, devolva ao país os filhos enviados ao Oriente Médio, devolva a estabilidade financeira, a postura perante o mundo, a segurança nacional, o orgulho de carregar a bandeira americana.
No dia da posse Barack Obama disse: “Se existe alguém que ainda duvide que a América seja o lugar onde todas as coisas são possíveis ou que ainda questione a força de nossa democracia, a resposta está aqui esta noite”.
Fico realmente feliz com a vitória de Barack Obama. Sinto-me esperançoso em relação ao destino dos Estados Unidos, que mostrou saber votar, que mostrou ter aprendido com os erros do passado.
Obama carrega o sonho de cada americano. Obama carrega a esperança de uma nova nação. Carrega o choro e a alegria de um povo que escolheu dar início a um novo tempo. Obama carrega minha admiração.
Que a voz deste presidente ecoe pelo mundo levando a mensagem de “Yes We Can“.
PassarelliDaniel
Daniel, estava sentindo falta dos seus textos!
Boas clicadas.
gil Giardelli